Débora Freire
Estudante de Sistemas de Informação

Tenho 35 anos, natural de Belém-PA, resido em Florianópolis há 10 anos. Sempre estudei em escola pública e sempre sonhei com a faculdade, porém, devido às condições financeiras, não tinha como concorrer a uma vaga em uma universidade federal.
Comecei a trabalhar aos 16 anos, ajudando minha tia com a venda de lanches. Aos 17 anos consegui meu primeiro trabalho formal e cumpria a jornada de 8h diárias e à noite ia para a escola, na época 2° grau — Técnico em Processamento de Dados, aos sábados para o curso de que pagava com ajuda da minha mãe.Debora Aos 18 anos começo a trabalhar em uma cooperativa de informática. Consegui o emprego preenchendo e formatando uma planilha no Excel. Desde então, sempre trabalhei em empresas ligadas à tecnologia. Em 2009 volto a pensar na graduação, cheguei a ir pessoalmente a um renomado pré-vestibular pedindo bolsa, mas a resposta foi negativa. Então soube do cursinho pré-vestibular comunitário. Voltar às carteiras dez anos depois foi uma experiência maravilhosa, porém dolorosa: tive dificuldades por ter feito segundo grau técnico e pouco conteúdo de disciplinas como química e geografia. Neste mesmo ano, apesar ter frequentado até o fim as aulas e ter feito a inscrição do vestibular, não fui fazer as provas por insegurança. No ano seguinte participei das aulas, fiz leituras, listas de exercícios, assisti à videos e me dediquei principalmente às disciplinas com maior dificuldade. Prestei vestibular, mas não consegui obter a pontuação de três pontos nas questões discursivas. Bola pra frente! Continuei no cursinho e finalmente no vestibular UFSC 2011 conquistei a vaga. A rotina de trabalho e estudos persistiu e meu desempenho académico não estava de acordo com minhas pretensões. Decidi pedir demissão da empresa de tecnologia na qual eu trabalhava. Apesar dos benefícios do emporego a vontade de me dedicar e aproveitar as oportunidades que a universidade oferece foi maior. Meu índice hoje está satisfatório. Neste semestre, 2015.1, consegui o estágio em um laboratório, onde tenho aprendido atividades ligadas à rede e a sistemas operacionais. Voltei a estudar a língua inglesa, visto que pretendo me candidatar a uma bolsa de intercâmbio. Porém, sem a GESTUS e sem o Integrar eu não estaria vivenciando estes momentos de profunda alegria e realização. A GESTUS tem um papel de imensurável valor, pois me faz crescer não apenas como estudante, mas também como cidadã, me faz entender sobre as relações de poder, me ajuda a desenvolver habilidades cognitivas de diversas áreas, me acolhe e me faz sentir parte da sociedade, me dá voz e força para lutar por algo maior e melhor para todos nós.

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