A aula que inaugura o fortalecimento da coletividade

A aula que inaugura o fortalecimento da coletividade: Projeto de Educação Comunitária (Popular) Integrar

                                                                Luciana de Freitas Silveira (Ciências Humanas)

Mesmo atrasada por conta do trabalho, me desloquei com muito entusiasmo e ansiedade juntamente com a Professora Karu, que é minha parceira tanto na Educação Quilombola quanto no Projeto Integrar. Nossa sorte no dia de ontem (11/03) é que estávamos muito próximas da Alesc (Assembleia Legislativa), e como nada é por acaso, e os orixás sempre conspiram a favor, ganhamos uma carona na Kombi da nossa colega de trabalho até o local da aula inaugural.

Quando falo que estava ansiosa é porque realmente eu estava! Sou o tipo de gente que gosta de ver gente <3 . E quando chego ao plenarinho, e passo pela primeira porta que estava fechada, visualizo muita gente, e penso: tá massa. Alguns dirão, é começo de semestre, é sempre assim, e eu até concordo.

Porém, ao enfiar minha cabeça na porta, o lugar estava lotado, vejo a galera “nova” se colocando, estavam debatendo a atividade proposta pelas professoras. Senti por perder parte importante dessa outra maneira de começar um ano no Integrar. O dar voz às vozes! Pensei: tá muito massa, mesmo!!!

Aula Inaugural Projeto Integrar 2019

Nos setes anos de existência do Integrar, este foi sempre um momento especial, mas este ano em particular, o Projeto vem tentando apresentar formas outras de “fazer” com que todes, educadores e estudantes, compreendam que é na construção coletiva que avançamos na luta. E que as pautas pelas quais os movimentos sociais tanto lutam, começam a capilarizar, e o mais importante para dentro da educação, da educação que é popular!

Este foi meu entendimento de ontem, que no plano da coletividade é possível dialogar! É possível criar formas e jeitos onde caibam todes, sem que ninguém fique para trás, pelo menos no que queremos enquanto PROJETO de Educação Comunitária e Popular Integrar, não é?

Ouvir aquelas sujeitas e sujeitos, destruindo as fronteiras das hierarquias e perceber que é necessário falar, debater, escutar sobre aqueles e aquelas que nunca foram ouvidxs, faladxs ou tradadxs como cidadãs e cidadãos desta sociedade, não tem preço.

Foi uma noite memorável, e revigora a esperança de quem ainda acredita nas pessoas, apesar de “ainda em 2019” termos que debater o “óbvio”. Seguimos na luta como diz Boaventura Souza Santos, por uma ecologia do saber que promove o diálogo entre os saberes populares e os científicos, e é por isso que estamos aqui!

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